O racismo de quem chora pela Ucrânia, mas ignora a dor que está ao seu lado
Situação de violência cotidiana contra a população pobre e negra no Brasil é banalizada e incomoda menos do que guerra na Europa, dizem moradores de comunidades do Rio.
Situação de violência cotidiana contra a população pobre e negra no Brasil é banalizada e incomoda menos do que guerra na Europa, dizem moradores de comunidades do Rio.
Pesquisa feita nas comunidades Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Maré e outras retrata cotidiano de violência policial, precariedade e inação do Estado na vida dos moradores durante o período.
Para cerca de 1/3 da população adulta do Complexo da Maré a saúde mental é arduamente afetada pela violência – e não só a armada. Segundo o relatório, 44% dos entrevistados disseram ter estado em meio a um tiroteio nos 12 meses anteriores, sendo 73% dos que responderam vítimas desta situação mais de uma vez.
Lançando o livro Dano Colateral sobre militarização da segurança pública, a jornalista Natalia Viana foi a entrevistada do 15º episódio do Da Ponte pra Cá: “doutrina do Exército de ocupar territórios no Haiti foi trazida para as favelas do Rio de Janeiro”.