Criança em casa

Reportagem por: Jeniffer Mendonça Fotos: Foto: Daniel Arroyo/Ponte

Índice é o mais alto entre 30 países que avaliaram tratamento dado por instituições públicas a homens e mulheres, segundo pesquisa de opinião do Instituto Ipsos

41% DO BRASILEIROS ACHAM
QUE A POLícia trata pior as mulheres, revela pesquisa

Uma pesquisa do Instituto Ipsos entrevistou mais de 20 mil pessoas em 30 países para apurar a percepção de tratamento que homens e mulheres recebem das instituições públicas.

O Brasil (41%) é dono do pior índice entre os países que consideram que a polícia trata pior as mulheres em relação aos homens, seguido de Colômbia (40%) e África do Sul (39%).

Países como Arábia Saudita (52%) e Índia (42%) acreditam que as mulheres recebem um tratamento melhor da polícia. Já entre aqueles que atribuem mais igualdade de tratamento estão Cingapura (50%), Espanha e Itália (48%).

A percepção dos brasileiros ao tratamento pior às mulheres se repete quanto ao sistema de justiça e penitenciário (37%), ao governo (59%) e à mídia (40%).

Priscilla Branco, gerente de Assuntos Públicos do Ipsos, analisa que o entendimento sobre o tratamento muda de acordo com a vivência que cada gênero possui com essas instituições.

Ela explica que a visão negativa da polícia e do sistema de justiça e penitenciário têm relação com o machismo estrutural, mas também “a falta de apoio às mulheres quando elas procuram essas instituições”.

Outro fator que pesa neste índice é a questão de violações de direitos. “O Brasil é um país extremamente conservador, a gente ainda não tem uma quantidade satisfatória de líderes mulheres na política, o que dificulta muito o avanço”

O levantamento também revelou que os brasileiros ainda apresentam um estigma com a palavra feminismo. 44% das pessoas responderam que não se definem como feministas, enquanto 43% responderam que sim.

“Feminismo é um tema muito espinhoso particularmente no Brasil porque as pessoas não sabem o que é, o que pauta, as demandas”, explica Priscilla.

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