Criança em casa

Levantamento do CESeC mostra que 63% dos abordados pela polícia na capital fluminense são as pessoas negras: “podemos apontar de maneira científica que as pessoas negras são as mais abordadas pela polícia”, diz pesquisador

Governo Doria proíbe
os ‘PMs influencers’

Reportagem por: Gil Luiz Mendes
Fotos: Divulgação/Polícia Militar

Policiais nas redes

O Governo de SP determinou que policiais militares da ativa e da reserva do estado estão proibidos de fazer postagens sobre suas ocorrências e de ostentar armas ou símbolos da corporação ou, ainda, de fazer reivindicações sobre condições de trabalho nas redes sociais.

É proibido

Policiais não podem fazer postagens ou compartilhamentos de conteúdos ligados diretamente à Polícia Militar, ou que façam alusão a fardas e armas da corporação. Também não é permitido espalhar notícias falsas e conteúdos sobre concurso para a polícia.

Abusos de PMs influencers

A medida foi tomada em meio a uma série de críticas aos chamados “PMs influencers”, que usam as redes para se promoverem a partir de recursos do Estado.

O soldado Felipe da Silva Joaquim, da Rocam, foi denunciado pela Ponte em 2020 por divulgar perseguições e “parceiros comerciais”, como páginas que vendia materiais para futuros policiais, no Instagram.

Nomes ligados à bancada da bala e ao bolsonarismo, consideraram que as novas regras representam um cerceamento de direitos dos policiais. Por outro lado, policiais mais próximos da defesa da legalidade e dos direitos humanos falam da restrição da liberdade de expressão.

Críticas dos dois lados

Para Rafael Alcadipani, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as regras são válidas para qualquer profissão: "o policial tem que seguir uma série de obrigações e dentre elas está o uso consciente das suas redes sociais".

Responsabilidade policial

Leia mais em ponte.org